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sábado, 14 dezembro 2019 09:16

Como o Brexit pode afetar a carreira dos jogadores portugueses Destaque

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A maioria absoluta alcançada pelo Partido Conservador nas eleições desta quinta-feira no Reino Unido deixam a porta aberta para que o primeiro-ministro, Boris Johnson, concretize o Brexit a 31 de Janeiro – a última data acordada entre Londres e a Comissão Europeia para dar por concluída uma maratona negocial que começou em 2016.

 

A saída do Reino Unido da União Europeia irá influenciar também algumas competições desportivas, tendo o futebol e a Fórmula 1 com problemas graves para resolver.

Quando e caso o Brexit realmente se concretize, a vida dos futebolistas europeus a jogar em Inglaterra, como é o caso dos portugueses Bernardo Silva, Rúben Neves, João Moutinho ou Rui Patrício, entre milhares de outros nomes, ficará muito mais complicada. Tudo porque passarão a contar como jogadores extracomunitários para a Federação Inglesa.

De acordo com o jornal AS, a FA está a aproveitar para apresentar um novo regulamento que altera de forma significativa o quadro atual – agora, os jogadores extracomunitários provenientes dos 10 países melhor colocados no ranking da FIFA têm que ter um rácio de 30% de jogos disputados pelas respetivas seleções.

Com o objetivo de dar "melhores oportunidades aos jogadores jovens ingleses", a Federação pretende implementar uma série de medidas protecionistas, incluindo a obrigação de os plantéis terem 13 jogadores nacionais nos grupos de 25 atletas. Uma decisão que coloca em causa os interesses dos clubes britânicos nas movimentações dos mercados. O As avança que tal medida colocaria em causa a continuidade de cerca de 65% dos futebolistas estrangeiros no Reino Unido.

O Brexit tornará, ainda, obrigatório que os jogadores ingleses sejam formados em casa até cumprirem 18 anos, impedindo a sua saída para ouros países. Em sentido contrário, os britânicos também ficam impedidos de contratar jogadores abaixo desta faixa etária. Atualmente, o limite encontra-se nos 16 anos.

A Premier League já se mostrou contra estas medidas, dizendo que não há nada que prove que um menor número de estrangeiros significa o aumento da qualidade dos atletas britânicos.

Por outro lado, apesar de não haver um acordo entre a FA e as principais ligas profissionais, os jogadores e técnicos que participarem no Campeonato da Europa 2020 não terão problemas em entrar em território britânico.

Problemas no mundo das quatro rodas

Alterações nas políticas aduaneiras e de fronteiras vão prejudicar fortemente a Fórmula 1: sete das dez equipas que fazem parte do Mundial têm as suas sedes no Reino Unido. Além disso, as equipas apostam na indústria local para fabricar os 20 mil componentes necessários para construir um monolugar.

Dados dos Racefans, citados pelo As, indicam que existem 6.500 empregos diretos relacionados com o "Grande Circo", sendo que 4.200 referem-se a trabalhadores britânicos. Números que levaram o chefe da Mercedes, Toto Wolff, a dizer que se aproxima a "mãe de todos os desastres".

 

Por outro lado, o Moto GP sofrerá menos consequências, visto que as suas equipas têm sedes repartidas entre outros países europeus e o Japão e recorrem a componentes que não são fabricados no Reino Unido.

Fonte: Record

 

Ler 94 vezes Modificado em sábado, 14 dezembro 2019 09:23

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